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Tipo do documento: Dissertação
Título: Cooperativismo e crédito na região colonial do RS : convergências e contradições
Autor: Pereira, Josei Fernandes 
Primeiro orientador: Golin, Tau
Resumo: O cooperativismo tem suas raízes históricas fincadas na Revolução Industrial. Nasce, portanto, indissociavelmente ligado a ascensão do sistema capitalista na sociedade européia do século XIX. Propunha-se inicialmente como um caminho alternativo ao liberalismo econômico, defendendo a auto-ajuda (-mútua) como instrumento para atingir o que chamamos de uma economia moral. A grande questão que se criava era como ser cooperativo sem ser competitivo. Paralelamente, a imigração européia para a América oferece um modelo de transposição de um conjunto de estruturas sócioeconômicas, dentro das quais o próprio cooperativismo fez parte, sendo utilizado na auto-organização das colônias de imigrantes, especialmente no sul do Brasil. Neste trabalho, ambos os processos serão analisados como modelos de reação não governamental dos camponeses. O esforço da pesquisa dá-se no sentido de analisar ambas as experiências a partir do contexto regional da região noroeste do RS. Habitada primordialmente por indígenas, lusos e caboclos, esta região foi colonizada a partir de 1890 por imigrantes europeus em busca de terras para exploração agrícola. Utilizou-se inicialmente o modo de divisão familiar do trabalho, orientado para a obtenção da propriedade da terra, mesclado com atividades de subsistência. Contudo, a inevitabilidade da mercantilização da produção, para a quitação da dívida e melhorias nos lotes, necessitava a inserção na economia regional. A ausência de bancos no RS pré-1930, oferecia condições para que comerciantes locais submetessem estes imigrantes à usura, um procedimento imoral para os costumes camponeses. A análise das fontes documentais assinala que o cooperativismo surgiu como um mecanismo adaptativo à economia liberal de mercado. A Colônia Serra Cadeado (objeto referência desta análise) auto-ordenou-se a partir de formas de organização socioeconômicas como o cooperativismo de crédito que, capitalizando coletivamente as economias coloniais, interferiu na vida pública comunitária, financiando e mercantilização a produção, defendendo os interesses dos colonos associados e até executando obras de infraestrutura locais
Abstract: The cooperative has its historical roots stuck in the Industrial Revolution. Was born, therefore, inextricably linked to the rise of capitalism in nineteenth-century European society. It was proposed initially as an alternative path to economic liberalism, advocating self-help (-mutual) as an instrument to achieve what we call a "moral economy". The greatest question that was created to be cooperative without being competitive. Same time, European immigration to America offers a model for implementation of a set of socio-economic structuresunder, which the cooperative itself was part, being used in self-organization of the colonies of immigrants, especially in southern Brazil. In this work, two cases are examined as models of non-governmental reaction of the peasants. The research effort takes place in order to analyze both the experiences from the regional context in northwestern RS. Inhabited primarily by indigenous, lusitanian and caboclos, this region was settled from 1890 by European immigrants in search of land to farm. It was used first mode of division of the family study, oriented to obtain ownership of land, mixed with subsistence activities. However, the inevitability of commodification of production for the discharge of debt and improvements on the lots, required the inclusion in the regional economy. The absence of banks in the before-1930 RS, offered conditions for local traders submit these immigrants usury, an immoral procedure for the customs peasants. The analysis of documentary sources indicates that cooperatives emerged as an adaptive mechanism to the liberal market economy. The colony of Serra Cadeado (reference object of this analysis) self-ordered it from forms of socioeconomic organization as the cooperative credit that collectively capitalizing on the colonial economies, interfered in public community life, funding the production and commodification, defending the interests of settlers associated with running and even works of local infrastructure
Palavras-chave: Cooperativas de crédito
Rio Grande do Sul - História
Banks and baking, Cooperative
Rio Grande do Sul (Brazil)- History
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA::HISTORIA DO BRASIL::HISTORIA REGIONAL DO BRASIL
Idioma: por
País: 
Instituição: 
Sigla da instituição: 
Departamento: História
Programa: Programa de Pós-Graduação em História
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://10.0.217.128:8080/jspui/handle/tede/146
Data de defesa: 13-Apr-2012
Appears in Collections:Programa de Pós-Graduação em História



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