@MASTERSTHESIS{ 2009:356292192, title = {Anáfora indireta : uma dimensão cognitiva da linguagem em textos publicitários}, year = {2009}, url = "http://10.0.217.128:8080/jspui/handle/tede/905", abstract = "Neste trabalho, fazemos uma análise de alguns slogans publicitários veiculados na Revista Veja, e também na internet, entre os anos de 2004 e 2007. Partimos do pressuposto de que esse gênero textual apresenta a interação entre produto e consumidor como foco principal, utilizando-se, para isso, de recursos lingüísticos e perceptivo-cognitivos. Entendemos, pois, a língua como ação conjunta e como um fenômeno, a um só tempo, social e cognitivo. Para orientar nossas reflexões, brevemente visitamos as considerações que Van Dijk estabelece entre linguagem, cognição e da compreensão de leitura enquanto processo cognitivo. Nessa perspectiva, tratamos de analisar um gênero textual que atinge os públicos mais diversificados: o texto publicitário que é, sem dúvida, um dos gêneros mais propícios para suscitar desejos e promover o bem-estar social -- coletivo ou individual. Ao circunscrever as práticas sociais na promoção do consumo, refletimos como a publicidade delineia suas construções lingüístico-cognitivas à luz dos Estudos da Referenciação -- mais precisamente sobre a ocorrência das anáforas indiretas -- a fim de entender melhor o emprego do pronome indefinido (tudo). Consideramos que há, nesse "pronome indefinido" bastante lacunoso, uma ocorrência explícita de anáfora indireta, cujo papel principal é, além de encapsular, fazer uma ancoragem a partir de um processo cognitivo. Essa âncora situa-se em elementos contextuais -- focos implícitos armazenados em nossa memória a partir de conhecimentos de mundo organizados - e não somente (co)textuais para que se dê uma inferência discursiva. Para tanto, fundamentamos essa abordagem nos estudos sobre Referenciação, mais especificamente a anáfora indireta, sob a orientação teórica de Koch e Marcuschi. Pretendemos demonstrar que a anáfora indireta exige um maior custo cognitivo do que normalmente ocorre com as anáforas, além de que, conseqüentemente, os leitores usariam de diferentes conhecimentos de mundo para entendê-la. Em geral, as expressões anafóricas são previstas nas teorias semânticas como introdutor de referentes. O que tentaremos mostrar é que nem sempre a Anáfora Indireta pressupõe um antecedente (co)textual, mas, todavia, um antecedente cognitivo, que varia, a partir do ponto de vista e conhecimento de mundo, de leitor para leitor, bem como da intenção e âncora cognitiva, de publicidade para publicidade. Nesse sentido, acreditamos que essa escolha pela Anáfora Indireta influencia no sucesso da propaganda, à medida que colaborativamente constrói e subjetiva mundos com o leitor/consumidor, valendose, para isso, de recursos lingüísticos", publisher = {}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Letras}, note = {Estudos Linguísticos e Estudos Literários} }