@MASTERSTHESIS{ 2014:785844828, title = {O discurso apocalíptico de fim dos tempos : análise da espessura semântica e das relações de contradição nos desdobramentos de memória}, year = {2014}, url = "http://10.0.217.128:8080/jspui/handle/tede/1021", abstract = "Esta dissertação examina o funcionamento da repetição e das relações de contradição no enunciado fim dos tempos, focalizando os desdobramentos de memória, as designações e determinações e as noções estudadas na Análise de Discurso (AD) de tradição pecheutiana. Trata-se, especificamente, de uma análise de alguns recortes da obra Vivendo no fim dos tempos, do filósofo esloveno Slavoj i ek, a fim de explorar sua espessura semântica. Consoante ao aporte teórico de Michel Pêcheux (1975), a pesquisa abarca a questão apocalíptica de que o enunciado é constituído, cujos gestos de leitura possibilitam a análise da posição-sujeito diante de temas como política, história, sistema. O livro de i ek, que serviu de base para o recorte discursivo, tem sua atualidade marcada por problematizações filosóficas contemporâneas. O enunciado emerge em diferentes reflexões do autor sobre crises do sistema, o que configura a singularidade de nossa investigação, uma vez que ela se apoia sobre o político e, justamente por isso, é de intervenção política, porque representa um fazer científico passível de intervenções sociais. No trabalho de descrição e interpretação dos processos discursivos, ou seja, no trabalho de leitura, leva-se em conta a desconstrução da estabilidade dos sentidos esperada pelo sujeito-autor, desconstrução esta em relação aos desafios metodológicos para as práticas de leitura numa dimensão histórico-social em que ocorrem os saberes próprios aos lugares sociais em que o sujeito-leitor está inscrito. Referir-se à espessura semântica de um enunciado significa partir de uma perspectiva materialista da língua, ou seja, levar em conta as condições de produção no âmbito linguístico. A disciplina de entremeio, que pressupõe um sujeito atravessado pela história/ideologia, juntamente com sua linguagem, constrói um aparato teórico de análise de um enunciado no jogo entre a repetição e a atualização. A semântica do dizer, nessa instância teórica, com sua espessura demarcada pela materialidade linguística, é refletida em outros discursos. Por isso o fim dos tempos é representado entre a paráfrase e a polissemia. Enuncia-se o fim de diversas perspectivas, em diferentes condições de produção. A exploração desses efeitos de sentido pela pesquisa configura a justificativa em compreender de qual fim dos tempos se trata. Portanto, a crítica de Pêcheux à linguística estrutural está no apagamento do sujeito ideológico. O autor entende que, para seguir no rumo da compreensão, no seio das grandes questões teóricas que emergiram do materialismo, é preciso unificar língua, sujeito, história e ideologia. Contudo, essa unificação não se dá de forma fechada, objetiva, mas de uma reflexão sobre a língua que se baseia na pressuposição dessas disciplinas para o estudo do objeto discurso. Isso significa que o autor trouxe à tradição linguística o atravessamento ideológico do sujeito e sua enunciação baseada em relações de poder. Em outras palavras, nosso aporte teórico não se limita à intertextualidade, mas busca relações com a exterioridade com o mundo contraditório", publisher = {Universidade de Passo Fundo}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Letras}, note = {Estudos Linguísticos e Estudos Literários} }